sábado, 20 de abril de 2019

AJUDARIS 2019 | Histórias que nos fazem crescer


Ilustro histórias para o projecto AJUDARIS desde 2012 e este ano não foi exceção. Faço-o com a esperança que o meu micro contributo faça verdadeiramente diferença na vida de alguém.
Este ano recebi as histórias e houve uma em particular que me fez chorar, que me tocou profundamente. A história toca em pontos, temas que me sensibilizam de uma forma particular. A história em questão fala de uma cigana que tinha o sonho de ser bailarina contemporânea, mas o pai não deixa. A história fala de igualdade de género, mas toca em tantos pontos importantíssimos como termos o destino marcado, o termos direito a sonhar, o cedermos as nossas expectativas em prol da felicidade dos nossos filhos, a cumplicidade de professores e alunos, um professor ser mais do que um profissional de transmissão de conhecimentos.
Esta história fala das tradições da comunidade cigana que são diferentes da maioria da restante comunidade, no entanto, se pensarmos bem na realidade todas as questões levantadas na história acabam por existir em qualquer comunidade.

Não é só na comunidade Cigana que existe um destino traçado a régua e esquadro em que as meninas deixam a escola e casam cedo. Também na monarquia, por exemplo, os príncipes, primeiros na sucessão ao trono, têm o destino marcado a régua e esquadro, também eles, crescem, são criadas expectativas, são educados para liderarem um país. Não terão eles, também, o direito à liberdade de serem o que quiserem?

Existe outra questão levantada nesta história que me emocionou muito. Existir uma professora que correndo o risco de ter sérios problemas prontificou-se a ajudar a aluna cigana a realizar o sonho. Adoro professores, educadores, auxiliares pessoas bonitas que se preocupam verdadeiramente com os alunos, que dão o seu tempo para os ouvir, para os ajudar, que fazem “mais do que lhe compete”. Profissões que são muito mais que ensinar o “Bê a bá”.

As ilustrações, da minha parte, estão quase prontas. Os meus colegas ilustradores solidários estarão também por esta altura a ilustrar as histórias da AJUDARIS 2019 que serão publicadas em breve.



















Histórias da Ajudaris é um projeto fruto de uma vasta rede de sinergias de várias escolas, ilustradores, universidades e surgem na necessidade de incentivar os hábitos de leitura e escrita de forma natural e espontânea, despertar as crianças para a arte e a importância da solidariedade. O livro alia a vertente pedagógica e artística à solidária uma vez que a venda do livro reverte integralmente em prol do apoio a crianças e famílias carenciadas! 

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terça-feira, 9 de abril de 2019

Sabem o que é uma sala Snoezelen?


Eu não sabia. Depois de me mostrarem apercebi-me que já tinha visto na televisão, mas nunca tinha estado numa. A semana passada fui até à escola básica Artur Patrocínio Azueira, Mafra e a professora Helena Feijão mostrou-me.



“Sala Snoezelen A intervenção sensorial Snoezelen — especialmente desenvolvida em salas com esta designação — baseia-se na Teoria da Integração Sensorial. A partir dos sete sentidos do corpo, trabalha-se a capacidade de organizar as aferências sensoriais e a capacidade de organizar as respostas adaptativas de cada pessoa. O espectro autista é um dos principais quadros clínicos em que esta abordagem apresenta resultados assinaláveis, particularmente na melhoria da relação e da comunicação.”

A professora Helena Feijão contou-me os custos gigantes do material para uma sala assim. Mas apesar dos custos gigantescos a equipa pedagógica fantástica da Azueira juntou-se para angariar verbas para comprar o material, vendendo pão com chouriço e outras iniciativas. O que distingue o possível do impossível são pessoas que apesar das adversidades contornam os obstáculos e fazem acontecer! Pessoas bonitas que trabalham em prol do melhor para os meninos que trabalham COM AMOR.